quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

O BRASIL E AS NOVAS TECNOLOGIAS




O repórter Ricardo Marques, que cobre a CES 2013 para a revista HOME THEATER & CASA DIGITAL, conversou em Las Vegas com Carlos Paschoal, diretor de marketing da Sony Brasil, e confirmou: além do TV de 84 polegadas, lançado em novembro último, a empresa também planeja trazer para o mercado brasileiro dois outros modelos 4k que estão sendo mostrados na CES, de 55″ e 64″. A ideia seria tornar a tecnologia mais acessível, já que o modelo de 84″ está saindo, digamos, um tanto salgado… R$ 100 mil!!! Mas ainda não foram anunciados os preços dos dois outros.

Também a LG promete trazer o quanto antes ao Brasil seu TV OLED de 55″, que acaba de sair na Coreia e tem previsão para estar em março nas lojas dos EUA e Europa. Confesso que estou curioso para testar o aparelho e também para saber qual será a estratégia da LG nesse caso. Para mim, foi um “milagre” o lançamento do TV 4K LG por R$ 45 mil, considerando que seu preço no mercado americano gira em torno de US$ 25 mil. Não sei qual foi a “mágica”, mas o fato é que essa agressividade mercadológica é uma das principais razões do sucesso das empresas coreanas no Brasil (e não apenas no setor de eletrônicos).

Se um modelo LED convencional de 80″ custa hoje por volta de R$ 28 mil (o Samsung de 75″ sai por um pouco menos), quem sabe o OLED de 55″ não fique por uns R$ 30 mil? Nos EUA, segundo o CEO da LG, Wayne Park, o produto começa a ser vendido em março, por US$ 12 mil. Aliás, Park disse também que logo será lançado um modelo de 65″. E que, a partir de agora, a empresa não vai mais fabricar TVs LCD convencionais (aqueles com backlight de lâmpada fluorescente), concentrando-se nos painéis de leds. A propósito, acessem nossa página de videos sobre a CES

Fazendo bem as contas, R$ 30 mil não é um preço fora de propósito. Pelo que já apuramos, as encomendas do TV 4K 84″ (repito: R$ 45 mil) não param, e a única queixa da LG é que, devido aos problemas de logística para transportar um gigante desses, somados à já célebre burocracia e à falta de infraestrutura brasileiras, não é possível trazer maior quantidade.

Já o OLED, que pesa cerca de 10kg, deve ser bem mais fácil de importar, vender e distribuir. Ou não? Veremos, a partir de março.

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