quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

NUNCA DESISTA DE SI MESMO

“Tudo na vida tem jeito. A única coisa que não tem jeito é a morte.” Ouvi essa frase aos 22 anos, no início da carreira, do presidente da empresa em que eu trabalhava, no meu primeiro emprego corporativo, como assistente de marketing. Foi legal ver o mundo pelos olhos do cara, nem que fosse por um instante apenas. Bastou para que eu aprendesse alguma coisa. Ele era dono da companhia – tinha entrado como executivo e tinha virado patrão. Era um maverick, como dizem os americanos. Um virador, um trator, umavião. E ali me ungia com um pouco daquela autoconfiança, daquela segurança que só os grandes vencedores tem.

Claro que eu não aprendi integralmente aquela lição. Ainda viveria em minha carreira, ao longo das duas décadas seguintes, muita paúra, muita sensação de impotência, muita insegurança, muita vontade de sumir pelo buraco do coelho adentro. Você não aprende de verdade com o tombo dos outros – é preciso cair e levantar por si só. E ninguém aprende a caminhar vendo os outros correrem – é preciso se largar sozinho no espaço e encarar sem apoio externo a aventura de dar um passo depois do outro. É assim que um dia você se perceberá na pista, correndo ao lado daqueles caras que lhe inspiraram lá atrás, e fazendo sem muito esforço tempo de meia maratona.

Curiosamente, há poucas semanas ouvi, de um outro superempresário, uma frase bastante parecida: “Tudo se resolve. No fim, tudo dá certo.” A mesma dose de confiança, de experiência, de autoestima marinada pelos anos, de sapiência grisalha. Então me ocorreu que boa parte de vencer é não desesperar, é não se deixar derrotar, é não entregar os pontos antes da hora. Talvez uma das principais características de quem se dá bem seja acreditar que vai dar certo, seja ir adiante, seja não desistir antecipadamente nem panicar diante da primeira adversidade. Aqueles dois caras sabem que se você remar do jeito certo uma hora o barco chega lá. Pode ser mais devagar ou mais rápido, pode ser pelo caminho mais curto ou pelo mais longo. Mas se você não jogar os remos de lado, e não ficar reclamando da vida, do mundo e dos outros, vai acabar chegando lá, de um jeito ou de outro. Fica a dica: jamais desista de si mesmo.

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